JOGO BONITO, JOGO DE ANGOLA
(18/05/1995)
Jogo bonito, jogo de Angola
Jogo certeiro, és tu Capoeira
Luta de valente
Mandinga de escravo
Ânsia de libertação
Com princípios de liberdade
Um Capoeira escorrega sem cair no chão.
No toque do gunga
O sentir do sofrimento
De ser espancado no tronco.
Jogo bonito, jogo de Angola
Capoeira se joga agora
Brinquedo perigoso,
Jogo de morte, de malandragem
Uma meia lua corta o ar
Sem chances do adversário esquivar
Um golpe certeiro
Um golpe da Capoeira
Jogo bonito, jogo de Angola
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quarta-feira, 6 de abril de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Anos Notáveis
ANOS NOTÁVEIS
(11/09/1996)
Ser real
Só se ver
Se sentir
Se for verdadeiro
Anos que passam no esquecimento
Que fazem história
Anos que contam tempo
Que entram na memória.
Lembranças que não mudam
E o vento que vem
Espantando o mau tempo,
Que ilude
Trazendo esses notáveis anos
Anos notáveis,
Da nossa saúde.
Mas se o frio continua
O tempo não muda,
A história continua...
Todos partiram
Menos a árvore
Que ficou pra trás,
Plantada pelo vento na lembrança.
(11/09/1996)
Ser real
Só se ver
Se sentir
Se for verdadeiro
Anos que passam no esquecimento
Que fazem história
Anos que contam tempo
Que entram na memória.
Lembranças que não mudam
E o vento que vem
Espantando o mau tempo,
Que ilude
Trazendo esses notáveis anos
Anos notáveis,
Da nossa saúde.
Mas se o frio continua
O tempo não muda,
A história continua...
Todos partiram
Menos a árvore
Que ficou pra trás,
Plantada pelo vento na lembrança.
Destruição do Mundo Novo
DESTRUIÇÃO DO MUNDO NOVO
(07/08/1996)
Se real ou abstrato
Foi o sentido do choque
Que espanta o homem
Que o deixa longe.
Exclui do meio natural
Destrói, polui, devasta
Fala em preservar
Só fala, não age
Só sabe molestar.
Com o mundo acabado
A selva de concreto
Os animais de lata
Os rios de lama
A poluição das mentes.
Mentes, poder, destruição.
O homem não cuida,
Fica sem;
Se tudo acaba,
Acaba o homem também.
(07/08/1996)
Se real ou abstrato
Foi o sentido do choque
Que espanta o homem
Que o deixa longe.
Exclui do meio natural
Destrói, polui, devasta
Fala em preservar
Só fala, não age
Só sabe molestar.
Com o mundo acabado
A selva de concreto
Os animais de lata
Os rios de lama
A poluição das mentes.
Mentes, poder, destruição.
O homem não cuida,
Fica sem;
Se tudo acaba,
Acaba o homem também.
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