Bandeira de 35, Divino pendão de guerra
Que guarda gritos de terra entre as dobras andarilhas
Pano de altar das coxilhas, desfraldado por condores
prece rezada em 3 cores em sobrehumanos rituais.
O verde, os campos gerais do Rio Grande despenteado,
o matambre amarelado numa alvorada de outubro
e o campo… vermelho rubro, num sol de tarde sangrado.
Troféu mil vezes sagrado, pátria encarnada em um pano,
pedaço de chão pampeano que a história guasca eterniza.
Foste a primeira divisa do Brasil republicano.
Bandeira tu ressuscitas, na glória de cada fiapo
O Acampamento Farrapo embaçado de fumaça.
É o formigueiro da Raça que está reunido em concílio
É o bugre que – de lombilho,vem levantando aos bocejos
São os mestiços andejos, mal encarados e sérios
São castelhanos gaudérios vaqueano de montoneras
Que bandearam as fronteiras por força de algum instinto
É o negro chucro, retinto, dos grilhões recém liberto
É o piá voluntário esperto, guri ainda – rosto liso
É o chiru velho preciso que pensa mais do que fala
É o estancieiro de pala que chimarreia sisudo
É o mulato façanhudo de adaga grande à cintura
É a impressionante figura do charrua de melenas
É o soldado de chilenas e uniforme desbotado
É o lenço bem colorado num pescoço de Oriental
É a Tricolor Oficial num tope republicano
É o carreteiro vaqueano que segue o rastro das tropas.
São abas largas e copas, vinchas, quepes e chapéus
Laços apêros, sovéus, num mar de pilchas gaúchas
Boleadeiras e garruchas, ponchos, palas multicores
Chiripás e tiradores, chocolateiras, cambonas
São guitarras e cordeonas chamuscads nos fandangos
Espadas, adagas, mangos e as lanças que os peleadores
manejavam com primores nas arrancadas sem conta
todas trazendo na ponta as flameantes Tricolores!
Que culto estranho – que pampeano rito
Vivem tais vultos que divergem tanto
É a liberdade que funfiu num grito
Todas as vozes do Rio Grande santo!
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
Guri - Cesar Passarinho
Pra mim, essa é uma das mais bonitas canções (e interpretações) de todos os tempos!
http://www.youtube.com/watch?v=OsokOgHxT0Y&feature=related
Vencedora da Califórnia da Canção Nativa de 1983, em Uruguaiana, RS, a canção 'Guri' é de autoria de João Machado da Silva e Júlio Machado da Silva Filho e aqui interpretada por Cesar Passarinho com o Grupo Inhanduí (Neto Fagundes e Renato Borgheti). Ganhou o prêmio Calhandra de Ouro. Calhandra é um pássaro de canto doce e que só canta quando está livre.
http://www.youtube.com/watch?v=OsokOgHxT0Y&feature=related
Vencedora da Califórnia da Canção Nativa de 1983, em Uruguaiana, RS, a canção 'Guri' é de autoria de João Machado da Silva e Júlio Machado da Silva Filho e aqui interpretada por Cesar Passarinho com o Grupo Inhanduí (Neto Fagundes e Renato Borgheti). Ganhou o prêmio Calhandra de Ouro. Calhandra é um pássaro de canto doce e que só canta quando está livre.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
O porque dos porquês!
Flamengo, hexacampeão brasileiro da primeira divisão! Um dos poucos clubes que nunca sujaram o uniforme na infame lama dos campeonatos de acesso do futebol brasileiro. Campeão da Libertadores da América, do Mundo, bi-campeão da Copa do Brasil entre outros tantos títulos!
Time da raça! Do amor e da paixão! O mais querido do Brasil! Maior torcida do mundo com mais de 35 milhões de torcedores.
Ao mesmo tempo, nesse campeonato, mais de 1.000 minutos sem o ataque marcar um gol! Os caras ganham um dinheirão pra treinar e jogar bola! Não fazem um golzinho sequer?? Não dá! Assim não dá!
Menos mau que foi descoberto o porque disso tudo. Veja abaixo...
Time da raça! Do amor e da paixão! O mais querido do Brasil! Maior torcida do mundo com mais de 35 milhões de torcedores.
Ao mesmo tempo, nesse campeonato, mais de 1.000 minutos sem o ataque marcar um gol! Os caras ganham um dinheirão pra treinar e jogar bola! Não fazem um golzinho sequer?? Não dá! Assim não dá!
Menos mau que foi descoberto o porque disso tudo. Veja abaixo...

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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Salvamento do biguá
06 de setembro, falando com meu irmão, Leandro Madalosso Wielecosseles, o Jibóia da Capoeira de Lages, pelo skype e vejam a história que ele me conta.
[21:56:18] Leandro Madalosso Wielecosseles: dae maninho!
[21:56:20] Leandro Madalosso Wielecosseles: tudo bem?
[22:29:12] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: opa
[22:29:18] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: beleza maninho
[22:29:22] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: e aí?
[22:31:51] Leandro Madalosso Wielecosseles: eu e a lili salvamos um biguá na barra hj
[22:32:00] Leandro Madalosso Wielecosseles: paramos o carro
[22:32:11] Leandro Madalosso Wielecosseles: e vimos ele se debatendo
[22:32:20] Leandro Madalosso Wielecosseles: achamos que estava pescando
[22:32:29] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: e o que ele tinha?
[22:32:32] Leandro Madalosso Wielecosseles: depois vi que tinha alguma coisa errada
[22:32:45] Leandro Madalosso Wielecosseles: tava enrolado em uma rede
[22:32:57] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: putz
[22:33:11] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: tava machucado?
[22:33:18] Leandro Madalosso Wielecosseles: nao
[22:33:23] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: menos mau
[22:33:27] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: mas estava se afogando?
[22:33:35] Leandro Madalosso Wielecosseles: eu achei que ele ia fugir
[22:33:48] Leandro Madalosso Wielecosseles: mais dai a lili falou pra entrar na agua
[22:33:54] Leandro Madalosso Wielecosseles: ele mordeu meu dedo
[22:34:06] Leandro Madalosso Wielecosseles: peguei uma madeira
[22:34:09] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: imagine o desespero do bicho
[22:34:25] Leandro Madalosso Wielecosseles: e consegui segurar a cabeça
[22:34:42] Leandro Madalosso Wielecosseles: dai cortei com a tesourinha do canivete
No link: http://www.youtube.com/watch?v=_4CMYXo-jBY&feature=player_embedded , tem o filme da operação de resgate e salvamento de um biguá (Phalacrocorax brasilianus) na Barra da Lagoa em Florianópolis. A ave ficou enrolada em uma rede de pesca e se não fosse pela ação no Leandro ele teria passado muito mais trabalho.
[21:56:18] Leandro Madalosso Wielecosseles: dae maninho!
[21:56:20] Leandro Madalosso Wielecosseles: tudo bem?
[22:29:12] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: opa
[22:29:18] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: beleza maninho
[22:29:22] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: e aí?
[22:31:51] Leandro Madalosso Wielecosseles: eu e a lili salvamos um biguá na barra hj
[22:32:00] Leandro Madalosso Wielecosseles: paramos o carro
[22:32:11] Leandro Madalosso Wielecosseles: e vimos ele se debatendo
[22:32:20] Leandro Madalosso Wielecosseles: achamos que estava pescando
[22:32:29] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: e o que ele tinha?
[22:32:32] Leandro Madalosso Wielecosseles: depois vi que tinha alguma coisa errada
[22:32:45] Leandro Madalosso Wielecosseles: tava enrolado em uma rede
[22:32:57] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: putz
[22:33:11] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: tava machucado?
[22:33:18] Leandro Madalosso Wielecosseles: nao
[22:33:23] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: menos mau
[22:33:27] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: mas estava se afogando?
[22:33:35] Leandro Madalosso Wielecosseles: eu achei que ele ia fugir
[22:33:48] Leandro Madalosso Wielecosseles: mais dai a lili falou pra entrar na agua
[22:33:54] Leandro Madalosso Wielecosseles: ele mordeu meu dedo
[22:34:06] Leandro Madalosso Wielecosseles: peguei uma madeira
[22:34:09] Rodrigo Madalosso Wielecosseles: imagine o desespero do bicho
[22:34:25] Leandro Madalosso Wielecosseles: e consegui segurar a cabeça
[22:34:42] Leandro Madalosso Wielecosseles: dai cortei com a tesourinha do canivete
No link: http://www.youtube.com/watch?v=_4CMYXo-jBY&feature=player_embedded , tem o filme da operação de resgate e salvamento de um biguá (Phalacrocorax brasilianus) na Barra da Lagoa em Florianópolis. A ave ficou enrolada em uma rede de pesca e se não fosse pela ação no Leandro ele teria passado muito mais trabalho.
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domingo, 5 de setembro de 2010
Na Serra de Luminárias
Neste feriado de 07 de setembro de 2010, quando o Brasil comemora os seus 188 anos de independência dos portugueses, fomos para Luminárias, passar o feriadão com a D. Elsa e o Tuquinha.
Eu decidi levar os equipamentos básicos para treino de montanha. Carreguei a mochila com 10 litros de água, como de costume, e mais alguns apetrechos que totalizaram cerca de 15 quilos no total.
Saí da altitude de 955 metros, por volta das 11:30hs e com uns 34 graus Célsius e tempo seco rumo ao topo da Serra de Luminárias. Cheguei lá em cima, nos 1.225 metros em relação ao nível do mar eram 12:15hs, depois de uma parada para tomar uma água e respirar um pouco na pequena e esparsa sombra de umas das poucas árvores que restaram na Serra depois do último incêndio que ali ocorreu.
Tempo muito seco não é legal para treinar. Nem muito quente...
Serra de Luminárias
Vista de Luminárias de cima da Serra
Eu decidi levar os equipamentos básicos para treino de montanha. Carreguei a mochila com 10 litros de água, como de costume, e mais alguns apetrechos que totalizaram cerca de 15 quilos no total.
Saí da altitude de 955 metros, por volta das 11:30hs e com uns 34 graus Célsius e tempo seco rumo ao topo da Serra de Luminárias. Cheguei lá em cima, nos 1.225 metros em relação ao nível do mar eram 12:15hs, depois de uma parada para tomar uma água e respirar um pouco na pequena e esparsa sombra de umas das poucas árvores que restaram na Serra depois do último incêndio que ali ocorreu.
Tempo muito seco não é legal para treinar. Nem muito quente...
Serra de Luminárias
Vista de Luminárias de cima da Serra
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